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COMPETÊNCIA 3 – Quanto vale uma boa argumentação?

COMPETÊNCIA 3 – Quanto vale uma boa argumentação?

A competência III, responsável pela consolidação de 200 pontos na redação que vale até 1000, costuma suscitar dúvidas nos candidatos, pois muitos não conseguem perceber quais elementos estão sendo verdadeiramente avaliados nesse critério. De acordo com o Inep, neste quesito avalia-se a capacidade do candidato de:

Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.

MAS COMO A BANCA PONTUA SEU TEXTO DE ACORDO COM A COMPETÊNCIA 3?

0. Apresenta informações, fatos e opiniões não relacionados ao tema e sem defesa de um ponto de vista. 

40. Apresenta informações, fatos e opiniões pouco relacionados ao tema ou incoerentes e sem defesa de um ponto de vista. 

80. Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, mas desorganizados ou contraditórios e limitados aos argumentos dos textos motivadores, em defesa de um ponto de vista. 

120. Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista.

160. Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. 

200. Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, em defesa de um ponto de vista.

VAMOS ENTENDER MELHOR O QUE ESPERA A BANCA?

Selecionar – Entre as várias informações possíveis, relacionadas ao seu tema, você deve escolher a que melhor coopere para defesa do seu posicionamento. Lembre-se de que os argumentos concorrem entre si para melhor defender sua tese. Não acumule fatos, exemplos, simplesmente para demonstrar a banca que os conhece. Use os melhores. E os melhores são aqueles que você é capaz de comentar no período seguinte.

Relacionar – A apresentação de dados não deve estar disposta em sua redação de forma aleatória, mas relacionada a um projeto de texto. Cada exposição de dados no desenvolvimento deve estar relacionada ao tópico frasal do mesmo parágrafo que, por sua vez, deve retomar elementos do parágrafo de introdução.

Organizar – Para apresentar no texto os dados de que dispõe, é necessário, muitas vezes, reescrevê-lo, parafraseá-lo, adaptar o pensamento ou as informações ao seu projeto pessoal de escrita.

Interpretar – É imprescindível a correta compreensão do tema, das informações apresentadas, dos textos de apoio, das citações e de todos os exemplos empregados no texto, a fim de que não se use, por exemplo, um dado cujas palavras combinem com o que se diz no texto, mas que relacionadas a um contexto que difere completamente do tema.

Informações, fatos, opiniões e argumentos – Além das citações relacionadas às áreas de cultura, arte, disciplinas escolares etc., as agências de notícia e a imprensa contribuem para sua estrutura argumentativa pois representam uma CITAÇÃO COTIDIANA, a qual demonstra à banca sua relação com o contexto histórico e social em que você está inserido.

COM QUE O CANDIDATO DEVE TOMAR CUIDADO?

CONTRADIÇÃO

A contradição representa um dos principais problemas a ser evitado em sua redação do ENEM. Consiste em discordar do tema ou conduzir a leitura da banca de forma contrária à expectativa explicitada no texto.

Exemplo:

• TEMA: Persistência da violência contra mulher na sociedade brasileira

– POSICIONAMENTO INCOERENTE: “Apesar de muito se discutir a violência contra mulheres em nossos dias, na verdade, são os índices de agressão a homens que têm crescido no Brasil. Estima-se que…”

TEMA: Caminhos para o combate ao racismo no Brasil

– POSICIONAMENTO INCOERENTE: “O racismo pode ser considerado um mal resolvido no Brasil. Atualmente, o verdadeiro preconceito é o social, visto que, contanto que seja rico, não importa cor, condição sexual ou mesmo origem de quem quer que seja em nossa sociedade capitalista.”

TEXTO MOTIVADOR

O texto motivador deve ser mais utilizado para compreender o tom argumentativo que você deve assumir em sua escrita do que como fonte de repertório sociocultural. Caso se veja diante da necessidade de utilizar o conteúdo da coletânea apresentada junto ao tema, procure sempre acrescentar algum dado novo. Desenvolver sua argumentação EXCLUSIVAMENTE BASEADA NOS TEXTOS DE APOIO significa demonstrar algum despreparo à banca e, consequentemente, não ser tão bem avaliado nesta competência.

INCOERÊNCIA

O fator coerência, externa e interna, é fundamental para a construção de um bom texto. Entende-se por coerência externa a relação de verdade entre o que o candidato diz no texto e a realidade do mundo. Inventar fatos, exemplos e citações representa, portanto, quebra de coerência externa. Já a coerência interna relaciona-se ao fato de o candidato apresentar fatos ou exemplo sem relacionar uns aos outros ou ao próprio projeto de texto, de forma desconexa entre si. Disso, deriva a importância da seleção na hora de escrever. Desta forma, empregar os dados que você possa comentar e relacionar a outros elementos do parágrafo é essencial.

Quando a banca percebe sua preocupação em retomar elementos anteriores para exemplificar ou apresentar sua argumentação, fica claro que você tem uma continuidade de ideias e boa organização de pensamento para escrever. Estas qualidades são avaliadas como PROJETO DE TEXTO. A partir disso, os parágrafos não são percebidos como “estanques” dentro do mesmo tema, mas como parte de um fluxo dissertativo.

Além do PROJETO DE TEXTO, o candidato deve se preocupar com a apresentação da sua marca de autoria. Espera-se que a DISSERTAÇÃO redigida pelo candidato tenha caráter ARGUMENTATIVO e não EXPOSITIVO. Mas o que isso significa?

Vamos relembrar? Não basta apresentar informações, dados, exemplos e citações relacionados ao seu ponto de vista. É necessário criticá-lo. Quem escreve precisa demonstrar seu incômodo, sua indignação, seu comentário acerca dos dados apresentados. Por isso, nossa sugestão – não obrigação – de procurar organizar cada parágrafo de desenvolvimento numa média de três períodos, conforme a sugestão a seguir.

Período 1: Trecho em que se retoma elemento da introdução

Período 2: Informações, dados, exemplos, citações que comprovem o período 1.

Período 3: Comentário crítico, indignação diante do que foi exposto no período 2.

É comum utilizar na última frase desses parágrafos expressões como “É inadmissível que”, “É inaceitável que”, “Trata-se, portanto, de um panorama social degradante”, “Urge, nesse sentido, a percepção de que não se pode”; “Em uma realidade como a do provo brasileiro, é inconcebível que”. Tais expressões ajudam a demonstrar à banca o teor crítico da passagem.

OBSERVAÇÃO

Observação: a marca de autoria não se revela no texto apenas por meio dessas frases críticas, mas a partir de expressões que se materializam no texto para evidenciar o senso crítico e envolvimento do autor. Por exemplo, infelizmente, nocivamente, precariamente; agrava, dificulta, prejudica; exemplar, problemático, perigoso etc.

Exemplificando frases críticas:

Veja, no exemplo, a preocupação do autor em encerrar cada parágrafo de desenvolvimento com períodos de conteúdo crítico e reveladores de marca de autoria.

Liberdade de imprensa no Brasil

“As pessoas podem dizer-lhe para manter a boca fechada, mas não podem impedi-lo de ter a sua própria opinião”. A frase de Anne Frank, uma das vítimas da perseguição nazista aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial, permite-nos refletir sobre a necessidade humana de comunicar-se plenamente e emitir juízos de valor acerca do mundo em que vive, um direito ameaçado em nossos dias. Sob esse aspecto, convém analisarmos as principais razões para manutenção da plena atividade de imprensa no Brasil.

De acordo com o Portal de notícias EBC, o Brasil ocupa a posição 103 no último Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa. Violência física a jornalistas e projetos de lei para censurar conteúdo informativo na mídia representam apenas alguns dos vários obstáculos que a informação enfrenta para alcançar a população. Em um Estado democrático de direito, é inadmissível que as relações de poder se oponham à formação crítica do povo, que elege seus representantes.

Apesar de viver escondida por dois anos, Anne Frank enfrentou os desafios do isolamento com sua família por meio da escrita de seu diário, o qual comunica atualmente ao mundo os riscos que ações autoritárias podem trazer à humanidade. Em nosso país, a corrupção figura como um dos principais problemas sociais, sobretudo na administração pública que, muitas vezes, negligência os interesses da população. Desse modo, quanto melhor informada for uma sociedade, maior será sua capacidade de proteger-se contra medidas que ameassem sua segurança.

Portanto, o exercício pleno da imprensa representa condição básica para existência de um Estado realmente democrático. A realidade vivida por Anne Frank durante a ocupação nazista está diretamente relacionada ao cerceamento de direitos em seu tempo. Nesse sentido, é necessário que o Governo Federal, por meio do poder Legislativo, implemente medidas mais severas que assegurem a atuação jornalística: criação de delegacias especializadas, fiscalização ostensiva e equipes especificamente treinadas contra censores da informação. Espera-se, com isso, garantir não apenas a atividade livre da imprensa como a manutenção da democracia no Brasil.

É necessário perceber que cada parágrafo de desenvolvimento, além de retomar elementos da introdução “principais razões para manutenção da plena atividade de imprensa no Brasil”, apresenta dados, informações pertinentes e não deixa de se posicionar, antes de mudar para o parágrafo seguinte.

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