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CLASSES GRAMATICAIS : ARTIGOS, ADJETIVOS E NUMERAIS

CLASSES GRAMATICAIS : ARTIGOS, ADJETIVOS E NUMERAIS

Aprenda sobre Artigos, Adjetivos e Numerais. 

ARTIGO

Artigo é a palavra que antecede os substantivos que designam seres determinados ou indeterminados. Daí resulta a divisão dos artigos em definidos (o, a, os, as) e indefinidos (um, uma, uns, umas).

O artigo definido determina o substantivo de modo preciso, indicando tratar-se de um ser de algum modo já conhecido do interlocutor. O artigo indefinido indica um desconhecimento individualizado, uma espécie à qual não se fez menção anteriormente.

Quero o livro.
Quero um livro.

No primeiro caso, o substantivo designa um livro determinado e conhecido, inconfundível para o interlocutor. No segundo, o substantivo designa um livro qualquer dentre outros. É possível que o artigo definido seja usado diante de um substantivo que exprime a totalidade da espécie.

O homem é mortal.

Não se trata aqui de um homem determinado, mas, sim, uma referência ao ser humano em geral. Nem sempre se evidencia a oposição entre o, a, os, as e um, uma, uns, umas, porque os artigos aparecem em construções dos mais variados valores.

VALORES DOS ARTIGOS

a) A anteposição de um artigo serve para substantivar qualquer palavra:

O cantar dos pássaros é lindo.

Esperava um sim, mas recebeu um não.

b) Cabe, por vezes, ao artigo evidenciar o gênero e o número do substantivo que determina:

Ele trouxe o pires que fazia par com a xícara de porcelana.

Ele trouxe os pires que faziam par com a xícara de porcelana.

O estudante estava feliz com o resultado da prova.

A estudante estava feliz com o resultado da prova.

c) O artigo tem, por vezes, valor adjetivo:

Você devia ver como ele jogou! Ele é o atacante!

d) O artigo pode unir-se às preposições:

Ele estava na sala de aula.

Gostamos muito do professor substituto.

EMPREGO DOS ARTIGOS

a) Deve-se usar obrigatoriamente o artigo entre o numeral ambos e o substantivo a qual se refere:

Ambos os jogadores fizeram gols na partida.

Na fila havia desempregados de ambos os sexos.

b) Não se usa artigo após o pronome relativo cujo:

O menino cujo pai é cantor quer seguir a profissão paterna.

Esse é o cantor de cuja obra sou fã.

c) Alguns nomes de lugar não admitem artigo:

Passeávamos em Roma.

Gosto do carnaval de Salvador.

Brasília é nossa capital.

Meu prazer é caminhar em Copacabana.

OBSERVAÇÃO

Caso o nome do lugar venha determinado será obrigatório o uso do artigo:

Passeávamos na histórica Roma.

Gosto do carnaval da agitada Salvador.

A moderna Brasília é nossa capital.

Meu prazer é caminhar na Copacabana dos cariocas.

d) Diante dos pronomes possessivos, é facultativo o uso do artigo:

Encontrei meu irmão no Maracanã.

Encontrei o meu irmão no Maracanã.

e) Nunca se deve usar o artigo antes de pronomes de tratamento, à exceção de senhor(a), senhorita e dona:

Vossa Excelência saberá decidir o melhor para o país.

Posso ajudar o senhor com as compras?

f) Depois do pronome indefinido todo, emprega-se o artigo quando a ideia for de totalidade. Caso o pronome seja sinônimo de qualquer, não se coloca o artigo.

Ele leu todo o jornal.

Todo o Brasil mobilizou-se por Santa Catarina.

Todo brasileiro gosta de futebol.

Todo povo tem o governo que merece.

OBSERVAÇÃO

No plural, os pronomes todos e todas devem sempre vir seguidos de artigo, a menos que haja palavra que o exclua ou, ainda, um numeral não seguido por substantivo:

Todos os candidatos compareceram.

Todos aqueles candidatos compareceram.

Todos quatro eram excelentes músicos.

Todos os quatro Beatles eram excelentes músicos.

g) Não se deve unir a preposição ao artigo que faz parte do nome de revistas, jornais e obras literárias:

Li o artigo do economista em O Globo.

Os Karas são personagens de A Droga da Obediência.

ADJETIVO

Observe a charge a seguir:

Observe que a palavra “Gregas” e a expressão “de Sol” atribuem características a substantivos. Trata-se de adjetivos, palavras que:

• quanto ao conteúdo, expressam qualidade, característica, modo de ser ou aspecto.

• quanto à forma, sofrem variações de gênero, número e grau.

• quanto à sintaxe, acompanham, determinam um nome ou referem-se a ele (adjunto adnominal/ predicativo).

Em uma compreensão mais abrangente, podemos perceber que o adjetivo também restringe o sentido amplo e geral do substantivo, apresentando uma função “qualificadora” e outra “restritiva”. Observe o exemplo abaixo:

As lindas florestas tropicais estão ameaçadas pelos mesquinhos interesses econômicos de ambiciosas empresas farmacêuticas.

Os adjetivos “lindas”, “mesquinhos” e “ambiciosas” são qualificativos, acrescentam informação e fornecem pistas sobre a intenção argumentativa do autor, o que ele pensa e como se posiciona diante do que diz. Esses adjetivos não são necessários à compreensão da informação básica da sentença, mas revelam o que o autor dela quis dizer.

Já os adjetivos “tropicais”, “econômicos” e “farmacêuticas” são restritivos e tornam as informações da sentença mais precisas, mostrando-se necessárias à perfeita compreensão da frase. Caso fossem retirados, haveria problemas ao entendimento (sobre que floresta se fala? Quais os interesses ameaçam? Que empresas?).

LOCUÇÃO ADJETIVA

É uma expressão geralmente formada por preposição + substantivo, com valor equivalente ao de um adjetivo. Ex.: dias de hoje, céu de Brasília.

Em algumas expressões temos adjetivos que correspondem às formas da locução. Ex.: dias atuais, céu brasiliense.

ADJETIVOS PÁTRIOS

São aqueles que se referem a continentes, países, províncias, estados e cidades. Aqueles que se aplicam a raças e povos são denominados de gentílicos.

GÊNERO DOS ADJETIVOS

O adjetivo assume o gênero do substantivo a que se refere, excetuando-se aqueles que se apresentam uniformes, quando não flexionados em grau. Ex.: menino bonito – menina bonita; moço pobre – moça pobre; homem paupérrimo – mulher paupérrima;

NÚMERO DOS ADJETIVOS

O adjetivo toma a forma singular ou plural do substantivo a que se liga. Ex.: aluno estudioso – alunos estudiosos.

A flexão de adjetivos simples segue a mesma regra do plural dos substantivos simples.

Plural adjetivos compostos

Regra geral, apenas o 2º elemento da composição varia. Ex.: instituto afro-asiático – institutos afro-asiáticos.

Excetuam-se:

a) A palavra surdo-mudo, que faz plural em surdos-mudos.

b) Adjetivos referentes a cores, que ficam invariáveis quando o 2º elemento da composição é um substantivo. Ex.: uniforme verde-oliva – uniformes verde-oliva.

GRAU DOS ADJETIVOS

É a intensidade maior recebida pelo significado do adjetivo. O grau pode ser indicado analiticamente (com o apoio de outros termos e conectivos variados) ou sinteticamente (de caráter derivacional, com acréscimo de sufixos). Daí a existência de dois graus: comparativo e superlativo.

Grau comparativo

• de igualdade: Minha irmã é tão bela como minha prima.

• de superioridade: Minha irmã é mais bela do que minha prima.

• de inferioridade: Minha irmã é menos bela do que minha prima.

Grau superlativo

a) relativo

• superioridade: Minha irmã é a mais bela da escola.

• inferioridade: Minha irmã é a menos bela da escola.

b) absoluto

• analítico: Minha irmã é muito bela.

• sintético: Minha irmã é belíssima.

OBSERVAÇÕES

1) A ideia de superlativo pode estar expressa no adjetivo, mediante o uso de alguns prefixos: ultramoderno, superatencioso etc.

Outras vezes, a simples repetição do adjetivo dá ideia de superlativo. Veja:

O mar é grande, grande!

O chão estava quente, quente!

O vento soprava forte, forte, forte

2) O adjetivo por equivaler a um advérbio.

Fale sério!

Durma tranquila.

3) Certos adjetivos, pelas suas propriedades semânticas (propriedades de significado), devem ocupar posição específica em relação ao substantivo, dependendo do sentido que se quer atualizar. Nesses casos, a mudança na ordem das palavras pode afetar o significado da expressão.

Pobre mulher – mulher infeliz

Mulher pobre – mulher sem recursos

NUMERAL

É palavra com que indicamos quantidade exata de seres ou objetos, sua ordenação em uma série e relações proporcionais existentes entre substantivos. Desta maneira, pode-se dividir em quatro tipos distintos:

CARDINAIS

Expressam quantidade em si ou de seres. Ex.: um, dois, três, dez, mil etc.

ORDINAIS

Indicam ordem dos seres em uma série. Ex.: primeiro, segundo, terceiro, décimo, milésimo etc.

MULTIPLICATIVOS

Expressam o aumento proporcional da quantidade de seres, valendo-se de um múltiplo da unidade. Ex.: duplo (ou dobro), triplo (ou tríplice), quádruplo etc.

FRACIONÁRIOS

Exprimem a divisão da quantidade. Ex.: meio (metade), terço, quarto etc.

Os numerais apresentam função semelhante àquelas exercidas pelos pronomes, já que acrescentam uma noção quantitava ou proporcional, podendo determinar o substantivo ou substituí-lo. Desta forma, há numerais substantivos e numerais adjetivos.

Ambos foram expulsos.

Numeral substantivo exercendo função de sujeito

Ambos os jogadores foram expulsos.

Numeral adjetivo exercendo função de adjunto adnominal

A TABELA ABAIXO CONTÉM AS CLASSIFICAÇÕES

EMPREGO DOS NUMERAIS

Em muitas ocasiões empregam-se os numerais cardinais pelos ordinais. O uso desses numerais causa dúvidas em muitos usuários da língua. Vejamos os principais casos.

a) Quando o numeral anteceder o substantivo deve ser lido como ordinal em qualquer caso:

3º ato (terceiro)
12º jogador (décimo segundo)
XX Bienal do livro (vigésima)
VI Copa do Mundo (sexta)
XXX papa (trigésimo)
II imperador (segundo)

b) Na designação de soberanos (reis, imperadores, papas etc.), séculos e partes de obras, utilizam-se os ordinais até décimo e na sequência os cardinais:

Dom João VI (sexto)
Pedro II (segundo)
Século X (décimo)
Luís XV (quinze)
João XXIII (vinte e três)

c) Quando se tratar da numeração de artigos, parágrafos e incisos de leis, decreto, portarias e similares, usa-se o ordinal até nono e o cardinal de dez em diante.

Artigo 5º (quinto)
Parágrafo 1º (primeiro)
Inciso 10 (dez)
Artigo 51 (cinquenta e um)

d) Nas referências aos dias do mês, usam-se os cardinais, à exceção do primeiro dia, quando utiliza-se o ordinal.

Dia 15 de outubro (quinze)
Dia 1º de maio (primeiro)

Uso de Conjunções com Numerais

a) Usa-se a conjunção e entre as centenas, as dezenas e as unidades:

trinta e cinco
trezentos e cinquenta e nove

b) Não se usa a conjunção entre os milhares e as centenas, exceto quando o numeral terminar em uma centena com dois zeros:

1976 = mil novecentos e setenta e seis
1800 = mil e oitocentos

c) Em numerais extensos a conjunção aditiva emprega-se entre os membros da mesma ordem de unidade, omitindo-se quando da passagem de uma ordem a outra:

295.468 = duzentos e noventa e cinco mil, quatrocentos e sessenta e oito.

896.196.498.255 = oitocentos e noventa e seis bilhões, cento e noventa e seis milhões, quatrocentos e noventa e oito mil, duzentos e cinquenta e cinco.

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