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Solos II – Impactos e Técnicas de Preservação

Solos II – Impactos e Técnicas de Preservação

Aprenda sobre os Impactos e Técnicas de Preservação do Solo. 

PRINCIPAIS IMPACTOS QUE ATINGEM O SOLO

EROSÃO

É um dos mais conhecidos tipos de degradação dos solos. Trata-se de um processo natural que pode ser intensificado pelas práticas humanas e que consiste no desgaste dos solos e das rochas com posterior transporte e deposição do material sedimentar que é produzido. Os processos erosivos, além de alterarem a forma do relevo formando crateras que podem ocupar grandes áreas, também são responsáveis pela retirada de nutrientes dos solos. Em alguns casos, a lavagem excessiva da camada superficial pela água das chuvas – processo chamado de lixiviação ou erosão laminar – torna os solos mais ácidos ou improdutivos. Além disso, as erosões também estão associadas a problemas de movimentação de massas, desabamento de encostas, formação de ravinas e voçorocas.

LIXIVIAÇÃO

Ocorre a partir da lavagem da camada superficial do solo pelo escoamento das águas superficiais. Em geral, ocorre em solos sem a cobertura vegetal protetora, o que diminui, em elevado grau, a sua fertilidade ao longo do tempo. É um processo frequente nos solos das regiões tropicais e equatoriais, pois nesses locais as chuvas são mais abundantes e intensas. As enxurradas provocadas pelas precipitações carregam os materiais superficiais do solo para as áreas mais baixas. Justamente por isso, esse processo é mais significativo nas regiões de maior declividade. Desse modo, a água “lava” os solos, carregando para o lençol freático e para os cursos d’água os nutrientes disponíveis nele, favorecendo seu empobrecimento.

SALINIZAÇÃO

A salinização consiste no processo de aumento dos sais minerais existentes, a ponto de afetar a produtividade dos solos de uma determinada região. Esses sais minerais apresentam-se na forma de íons, tais como o Na+e o Cl, sendo mais comuns em áreas de clima árido e semiárido, onde as taxas de evaporação são muito acentuadas. Resumidamente, a ocorrência da salinização está relacionada com a prática da irrigação que se utiliza de água com elevado teor de sais (lembrando que os sais minerais estão sempre presentes na água, a exemplo do potássio e muitos outros). Assim, com a evaporação da água, os sais acumulam-se no solo e aumentam a sua salinidade. Outras causas possíveis para a salinização são a elevação acentuada do nível freático e a evaporação de águas salgadas ou salobras acumuladas de mares, lagos e oceanos.

LATERIZAÇÃO

Consiste no acúmulo de hidróxidos de ferro e alumínio, alterando a composição e a aparência dos solos. Esse processo é resultante, principalmente, da alteração da camada superficial pelo intemperismo químico associado à sua lavagem exaustiva pela lixiviação. O processo de laterização é mais comum em áreas úmidas e quentes de climas tropicais e pode ser intensificado por queimadas e desmatamentos, pois a vegetação ajuda a proteger os solos do elevado desgaste proporcionado pela água das chuvas. Apesar de ser importante para a formação dos latossolos, a laterização pode ser considerada um problema de degradação ambiental, pois dificulta a penetração de raízes e diminui a fertilidade.

ARENIZAÇÃO

Consiste na formação de bancos de areia em solos já de consistência arenosa em regiões que, diferentemente das áreas que se desertificam, apresentam climas mais úmidos e com maiores volumes de chuva, onde a infiltração e o escoamento da água são superiores aos índices de evaporação. As causas para o processo de arenização estão, sobretudo, relacionadas com a remoção da vegetação, que protege e firma os solos. Assim, as chuvas vão gradativamente lavando o terreno e removendo os seus nutrientes em um processo que pode ser ainda mais intensificado pela prática exaustiva da agricultura ou da pecuária. No Brasil, esse processo é bastante comum na região Sul.

DESERTIFICAÇÃO

Consiste no processo de degradação e esgotamento dos solos que ocorre em regiões de clima árido, semiárido e subúmido, onde a pluviosidade não é maior do que 1400mm anuais e, portanto, a evaporação é maior do que a infiltração. A desertificação recebe esse nome porque provoca uma mudança da paisagem para algo próximo à paisagem de um deserto, embora não necessariamente a área formada possa ser considerada como tal. Embora esse problema apresente algumas causas naturais, como o clima e a predisposição para a sua ocorrência, os seus principais determinantes estão associados às práticas antrópicas, tais como o desmatamento, as queimadas, o uso intensivo do solo pela agropecuária, mineração, irrigação incorreta, entre outros.

POLUIÇÃO

A poluição direta ou contaminação consiste na alteração química da composição dos solos, tornando-os, muitas vezes, inférteis. Trata-se de um problema eminentemente antrópico e causado pelo uso excessivo de agrotóxicos, defensivos e fertilizantes na agricultura e também pela infiltração de materiais orgânicos poluentes em áreas de lixões, aterros sanitários e até em cemitérios, onde há uma elevada taxa de formação de chorume. Além de tornar os solos improdutivos e afetar a qualidade de vida da população que vive sobre eles, esse tipo de contaminação pode afetar o lençol freático, a vegetação de uma determinada localidade e até a fauna, prejudicando o funcionamento dos ecossistemas. Para isso, é preciso haver uma maior conscientização social e a adoção de medidas de diminuição da poluição dos solos e de seus recursos naturais.

TÉCNICAS DE CONSERVAÇÃO DOS SOLOS

TERRACEAMENTO

Consiste na implementação de terraços para o cultivo em áreas de vertentes. Esses terraços nada mais são do que cortes nas superfícies inclinadas, conferindo uma formação semelhante aos degraus de uma escada. Essa composição faz com que a água perca a força de deslocamento em períodos chuvosos, no sentido de garantir a infiltração (dispensando a irrigação) e no sentido de diminuir o impacto erosivo das águas pluviais (erosão laminar).

CURVAS DE NÍVEL

Consistem no cultivo das espécies perfilando-as conforme as variações altimétricas do terreno, o que, assim como no caso do terraceamento, diminui o impacto da erosão pela ação do escoamento da água das chuvas.

ROTAÇÃO DE CULTURAS

Volta-se especificamente à conservação dos nutrientes do solo e nada mais é do que a alternância entre os tipos de elementos agrícolas a serem cultivados. Por exemplo, primeiramente cultiva-se milho e, após a colheita, opta-se pelo sorgo e assim sucessivamente. Dessa forma, cada espécie cultivada consegue repor os nutrientes do solo retirados pela espécie anterior.

AFOLHAMENTO

Método agrícola que consiste na divisão da área de plantio em três partes: duas delas com culturas diferentes de cultivo e uma outra em descanso. Assim, após cada colheita, a utilização de cada uma das partes alterna-se, de modo que, a cada vez, uma permanecerá em descanso, o suficiente para permitir a reposição natural dos nutrientes do solo sem a necessidade de parar a proteção.

PLANTIO DIRETO

O produtor agrícola mantém palha e restos de culturas anteriores sobre o solo, o que garante proteção e evita, principalmente, a erosão. Outros benefícios são a redução do impacto ambiental, além disso, a água infiltra com maior facilidade no solo, que também se torna mais enriquecido organicamente. Nesta técnica os custos de produção podem ser diminuídos, afinal, o processo de aragem é dispensado. Quanto menos mexer no solo melhor.

REFLORESTAMENTO

Nada mais é do que tentar deixar uma área como ela era em seu estado natural, aquele encontrado antes da utilização do solo para cultivo, aqui a vegetação natural deve ser recuperada, para que possa atuar sobre o solo desgastado. As contribuições da aplicação deste processo são muitas, entre elas: evitar a erosão, também, possibilita uma melhor infiltração da água no solo, que por consequência chegará aos lençóis freáticos. Por fim, o (re) plantio auxilia no equilíbrio do ecossistema. Preservar a mata ciliar também é muito importante para evitar assoreamento dos rios.

ADUBAÇÃO

É empregada para diminuir a erosão e manter os solos cobertos entre um plantio e outro. A ideia é plantar uma cultura que aumente a fertilidade do solo, mas não necessariamente esta precise trazer lucro para o agricultor. Como resultado da aplicação deste processo, o próximo plantio terá maior produtividade, esta técnica é conhecida como adubação verde. Outra forma de adubação é incorporar produtos químicos que contenham substâncias perdidas pelo solo, seja devido a erros de manejo ou a erosão. Podem ser utilizados adubos orgânicos (esterco, por exemplo) ou minerais (os industrializados).

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