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FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA

FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA

Aprenda sobre a Filosofia Contemporânea.

ARTHUR SCHOPENHAUER

Em seu livro O mundo como vontade e representação, Schopenhauer (1788 – 1860) apresenta o conceito de vontade como algo mordaz e presente nos indivíduos. A vontade seria um desejo nunca saciável e completado, uma ambição permanente, que torna a realização dos desejos uma mera ilusão. As vontades humanas nunca são satisfeitas, gerando simplesmente novas demandas ao homem.

A vontade seria uma espécie de poder dentro de todos os seres humanos, já que nunca são saciadas e quando completas geram novas vontades, tornando a vida um sofrimento, uma eterna tentativa de adequação e envolvimento.

A finitude da vontade só ocorre em um estado de ascetismo, em que alcance plenitude espiritual, um estágio de “Nirvana” segundo o Budismo, ou de verdadeiro engajamento cristão. Schopenhauer vai estabelecer que a vontade é a coisa em si do homem, sendo infinita, tendo que passar por grandioso controle social.

Artur

A ESCOLA DE FRANKFURT

O Instituto Para Pesquisa Social da Universidade de Frankfurt, na Alemanha, foi espaço de intensa produção acadêmica no século XX, tendo entre seus membros nomes como Walter Benjamin, Herbert Marcuse, Jürgen Habermas e Erich Fromm. Grandes figuras da Escola de Frankfurt, Theodor W. Adorno (1903 – 1969) e Max Horkheimer (1895 – 1973) são personagens essenciais da Filosofia Contemporânea, ao trazer o diálogo filosófico para a esfera da comunicação e da mídia, tentando entender o poder dos meios de comunicação na capacidade de pensamento e reflexão dos indivíduos. Ao escreverem na década de 1940 o livro Dialética do Esclarecimento os autores vão buscar entender como a mídia influencia na alienação e no consumo dos indivíduos.

COMUNICAÇÃO, CONSUMO E ALIENAÇÃO

A sociedade de consumo está dentro da lógica capitalista e é mantida através de uma indústria cultural homogeneizante que impõe padrões, inclusive de valores morais e éticos, por sua vez, agindo diretamente no inconsciente coletivo. Ela atua na padronização e no ato de consumo, movidos pela sensibilidade, imaginação, inteligência e liberdade. Quando adquirimos uma roupa, diversos fatores são considerados: precisamos proteger nosso corpo ou revelá-lo; usamos a imaginação na combinação das peças; mesmo quando seguimos a tendência da moda, desenvolvemos o estilo próprio de vestir ao comprarmos uma ou mais peças de determinada cor ou modelo.

Max Horkheimer (em primeiro plano, à esquerda) e Theodor Adorno em 1964.

A alienação é fruto do não envolvimento pessoal com as questões político-sociais que tangem as relações. A pergunta que se faz é: os meios de comunicação são os formadores dessa alienação ou funcionam de forma positiva como instrumentos de informação? A alienação passa a ser percebida na vida social do indivíduo com a formação da “sociedade de consumo”, expressão que carrega uma conotação negativa, pois esse consumo não depende mais da decisão consciente de cada indivíduo, baseada em suas necessidades e seus gostos, mas de necessidades artificialmente estimuladas – fica claro que o papel dos meios de comunicação nesse aspecto é fundamental.

O consumo não alienado supõe, mesmo diante de influências externas, que o indivíduo mantenha a possibilidade de escolha autônoma, não só para estabelecer suas preferências como para optar por consumir ou não. No entanto, no mundo em que predomina a produção alienada também o consumo tende a ser alienado. O problema da sociedade de consumo é que as necessidades são artificialmente estimuladas, sobretudo pelos meios de comunicação de massa, levando os indivíduos a conviverem de maneira mais alienada.

A civilização tecnicista não é uma civilização do trabalho, mas do consumo e do bem-estar. O trabalho deixa, para um número crescente de indivíduos, de incluir fins que lhe são próprios e tornar-se um meio de consumir, de satisfazer as necessidades cada vez mais amplas. Mas há um contraponto importante no processo de estimulação artificial do consumo supérfluo notado não só na propaganda, mas na televisão, nas novelas: a existência de grande parcela da população com baixo poder aquisitivo, reduzida apenas ao desejo de consumir. O que faz com que essa massa desprotegida não se revolte?

Há mecanismos na própria sociedade que impedem a tomada de consciência: as pessoas têm a ilusão de que vivem numa sociedade de mobilidade social e que, pelo empenho no trabalho, pelo estudo, há possibilidades de mudança, ou seja, um dia chegaremos lá… E se não chegamos, é porque não tivemos sorte ou competência.

O processo produção-consumo em que está mergulhado o homem contemporâneo impede-o de ver com clareza a própria exploração e a perda da liberdade. Ao deixar de ser o centro de si mesmo, o homem perde a dimensão de contestação e crítica, sendo destituída a possibilidade de reação no campo da política, religião, escola, arte e ética.

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