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TECIDO EPITELIAL

TECIDO EPITELIAL

Aprenda sobre a parte da Biologia que se preocupa com o estudo dos tecidos e sua organização.

CONCEITO DE TECIDO

Associação ou reunião de células especializadas, separadas ou não por líquidos e substâncias intercelulares, provenientes de células embrionárias que sofreram diferenciação, distinguindo-se cada grupo por sua estrutura e pelas funções específicas que desempenha.

Os seres unicelulares (bactérias, protozoários e algumas algas) estão adaptados a uma grande variedade de ambientes, geralmente, aquáticos, e muitos deles estão capacitados a obter todas as substâncias que necessitam para suas atividades a partir de poucos nutrientes. No entanto, se um organismo unicelular sofre ação destrutiva de um fator externo (do meio), a vida desses organismos, no seu todo, está em risco. Esse raciocínio mostra que a multicelularidade (ou pluricelularidade) é uma condição de maior estabilidade para um sistema vivo.

A pluricelularidade acarreta, no entanto, uma complexa atividade que não pode ser executada só pelos tecidos. Desta forma, os tecidos se organizam em órgãos e estes, em sistemas.

COMPONENTES DE UM TECIDO BIOLÓGICO

Todo tecido vivo é composto por dois elementos principais: células e matriz extracelular. As primeiras desempenham funções muito diversas, como restringir a entrada de patógenos (tecido epitelial), movimentar outras estruturas (tecido muscular) ou armazenar substâncias de reserva (tecido adiposo). Já a matriz extracelular, também chamada de substância intercelular ou intersticial, preenche o espaço entre as células de um tecido. Sua composição é variada, mas são comumente encontrados sais minerais, proteínas e água.

Assim, se tomarmos o tecido ósseo como exemplo, observaremos uma grande quantidade de sais minerais de cálcio e fósforo ligados às proteínas fibrosas de colágeno que, por sua vez, foram sintetizadas e secretadas pelas células deste tecido que são conhecidas como osteoblastos.

CLASSIFICAÇÃO DOS TECIDOS

Em nosso organismo, há quatro principais tipos de tecidos: epitelial, conjuntivo, muscular e nervoso. Cada um destes pode ser subclassificado de acordo com suas características morfológicas e funcionais. Estudaremos nos próximos módulos todos os tipos de tecidos existentes em humanos, mas podemos antecipar que alguns destes, como o tecido ósseo, sanguíneo e adiposo, nada mais são que subtipos de tecido conjuntivo. Assim, estudaremos:

• Tecido Epitelial.
• Tecido Conjuntivo:

1. Conectivo ou propriamente dito.

2. Tecido adiposo.

3. Tecido cartilaginoso.

4. Tecido hematopoiético e sangue.

5. Tecido ósseo.

• Tecido Muscular.
• Tecido Nervoso.

TECIDO EPITELIAIS

Caracterizam-se por apresentar células justapostas, isto é, bem encaixadas entre si, com pouca substância intercelular. Todos os epitélios estão associados à lâmina basal, que está em contato com o tecido conjuntivo subjacente. Esta lâmina glicoproteica, acelular e permeável aos metabólitos é discutida por muitos autores quanto à sua origem (epitelial ou conjuntiva).

Em determinadas regiões do organismo, verifica-se, logo abaixo da lâmina basal, um acúmulo de fibras reticulares (Ex.: pele). A associação da lâmina basal a essa estrutura chama-se membrana basal. Os tecidos epiteliais não possuem vasos sanguíneos (avasculares). As trocas gasosas, água, nutrientes e produtos metabólicos nitrogenados, são feitas por “difusão” célula a célula, desde o tecido conjuntivo subjacente (vascularizado).

Funções principais dos tecidos epiteliais:
  • Revestimento das superfícies externas, cavidades internas e órgãos ocos.
  • Revestimento e absorção (epitélio do intestino);
  • Secreção (observável nas várias glândulas);
  • Sensorial (neuropitélios).

COESÃO ENTRE AS CÉLULAS

As células epiteliais apresentam intensa adesão mútua e para separá-las são necessárias forças mecânicas relativamente grandes. A adesão é feita pelas glicoproteínas do glicocálix, íons cálcio e estruturas especiais como os desmossomos, estruturas descontínuas que não impedem um sensível afastamento das membranas celulares (pode haver, portanto, passagem de fluído) e complexo funcional ou unitivo (zônula de oclusão e zônula de adesão). A adesão entre as células pode ser aumentada pela grande quantidade de interdigitações.

   

CLASSIFICAÇÃO DOS EPITÉLIOS

Geralmente, a classificação é feita de acordo com sua estrutura e função, em dois grandes grupos: revestimento e glandulares. Esse critério é um tanto arbitrário, pois existem epitélios de revestimento em que todas as células secretam muco (epitélio de revestimento do estômago), ou então, em que apenas algumas células são glandulares (células calciformes do epitélio da traqueia e do intestino).

EPITÉLIOS DE REVESTIMENTO

Os epitélios de revestimento são divididos de acordo com o número de camadas que repousam sobre a membrana basal e as formas das células na camada mais superficial.

OBSERVAÇÃO

A membrana basal

Todo epitélio está assentado em um material acelular por ele produzido, a membrana basal, constituída por diversas membranas de natureza polissacarídica e delicadas fibras.

Na região de contato entre o epitélio e a membrana basal, frequentemente existem hemidesmossomos (hemi = metade). São estruturas que lembram o desmossomo e que são originadas apenas das células epiteliais, uma vez que a membrana basal é acelular. Acredita-se que essas estruturas sirvam de ligação entre o epitélio e algum outro tecido.

Tipos de epitélios de revestimento e as suas localizações

Localização de alguns tipos de epitélio no corpo humano:

EPITÉLIOS GLANDULARES

São epitélios responsáveis pela secreção de substâncias, formando as glândulas.

Tipos de glândulas

• Endócrinas

São glândulas de secreção interna que lançam seu produto de secreção, geralmente hormônios, na circulação sanguínea.

Exemplo: Hipófise, tireoide etc.

Exócrinas

São glândulas de secreção externa, ou seja, seu produto de secreção não é lançado na circulação sanguínea.

Exemplos: Mamárias, sudoríparas, lacrimal, sebácea, gástrica, salivares etc.

• Anfícrinas ou mistas

São glândulas que realizam função endócrina e exócrina.

Exemplo: Pâncreas, testículos e ovários

As Glândulas exócrinas podem ainda ser classificadas em: 

As glândulas exócrinas podem ser ainda classificadas quanto à forma como a secreção sai da célula em: merócrina, apócrina e holócrina. Nas glândulas merócrinas, a secreção é liberada sem que haja nenhuma perda do citoplasma. As glândulas apócrinas, por sua vez, eliminam secreção com porções do citoplasma. Já as glândulas holócrinas são aquelas em que toda a célula é eliminada com a secreção (Veja esquema a seguir).

O pâncreas é um exemplo de órgão que apresenta os dois tipos de formação glandular. Suas células alfa e beta são responsáveis pela secreção de hormônios que controlam a quantidade de glicose no sangue, sendo classificadas como endócrinas. No entanto, o suco pancreático que atua na digestão é secretado no interior do intestino delgado, um órgão oco, o que classifica estas células como exócrinas. Desta forma, em conjunto, podemos compreender este órgão como uma glândula mista ou anfícrina.

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